Consulte o nosso arquivo de dúvidas. Se não encontrar resposta para a sua pergunta, envie-nos um e-mail. As respostas às perguntas mais originais serão publicadas na próxima edição da revista SABER VIVER e disponibilizadas, na mesma data, neste consultório.

Envie a sua questão
Pesquisar neste blog
 
Arquivo por Temas

agorafobia

agressividade

alimentação

angústia

anorexia

ansiedade

ansiedade generalizada

autismo

bem-estar

bipolaridade

coluna

complexos

comportamentos

crianças

delírio

demaios

dependências

depressão

depressão crónica

depressão pós-parto

doença bipolar

dores no pescoço

emdr

engravidar

falta de ar

fenómenos paranormais

filhos

gravidez

hipnose

hipnoterapia

hipnoterapia contra dor

hipocondria

infidelidade

manias

medicamentos

medo

medos

morte

nervos

pânico

perturbações delirantes tardias

perturbações do sono

pessimismo

poltergeist

psicocinese

psicoterapia

relaxamento

sedoxil

síndroma de down

sonhos

stress

tensão

tiques

toxicodependência

trabalho

traição

tranquilizantes

tratamentos

tricotilomania

tristeza

todas as tags

Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011
Comportamento difícil

 

Tenho um afilhado com 18 anos que foi adoptado aos quatro. Desde pequeno recorremos a pedopsiquiatras e psicólogos, pois era uma criança hiperactiva, com dificuldades na fala, de concentração e de aprendizagem. A vida tem sido complicada para ele. Quando tinha oito anos morreu o padrinho, passado quatro anos morreu o pai com quem ele tinha uma relação muito forte e três anos depois morreu o avô. Ficámos, portanto, só mulheres para o ajudar. Após a morte do meu marido, ainda ele era uma criança, um dia muito assustado chamou os pais e disse que estava ali o padrinho. Situações como esta aconteceram várias vezes, chegou até a referir que via pessoas que não sabia quem eram. É um jovem com dificuldade de aprendizagem e agressivo, principalmente se é contrariado. Já recorremos a inúmeros psiquiatras, sem sucesso. Um destes médicos disse que ele era bipolar, outro que ele tem distúrbios comportamentais. Ouvi referências à hipnoterapia, que o professor aplica nos seus doentes. Peço a sua opinião, no sentido de saber se este método resultaria com ele.

 

O facto de ser uma criança adoptada, decerto com informação insuficiente sobre o seu passado (antecedentes familiares, gravidez, parto e desenvolvimento) até aos quatro anos não facilitou, ou facilita ainda, uma intervenção terapêutica adequada. Por outro lado, existiram e ainda existem situações clínicas algo complexas (hiperactividade, dificuldades na fala, concentração e aprendizagem, e agressividade como resposta ao baixo nível de tolerância de frustração). Juntam-se-lhe perdas afectivas significativas em pouco tempo e quando criança.

Situações em que crianças referem «ver» presenças de humanos são relativamente frequentes. Referem-se como hipóteses explicativas, tratar-se de «companheiros imaginários», que preenchem a ausência de seres queridos ou para compensar uma solidão. Parece, também, haver a possibilidade de se tratar de pessoas com capacidades extra-sensoriais, capazes de captar outras «informações» de modo paranormal. Um diagnóstico claro destas situações, mesmo de um ponto de vista clínico (distúrbio comportamental ou bipolaridade) só será possível perante uma entrevista clínica. Não havendo unanimidade, procure outra opinião.

 A hipnose clínica pode ser um meio excelente, na sua técnica de regressão de idade, para pesquisar o «tal passado oculto» – real ou imaginário – e, com o «material» obtido na sessão, iniciar uma psicoterapia comportamental em vigília ou sob hipnose. Procure um psicólogo clínico certificado como hipnoterapeuta por uma associação de profissionais, como, por exemplo a IMAGINAL.



Publicado por Prof. Mário Simões às 15:10
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos


Psiquiatra


Professor agregado de Psiquiatria e de Introdução às Ciências da Consciência da Faculdade de Medicina de Lisboa e director dos Cursos de Pós-Graduação de Hipnose em Clínica Médica e Terapia pela Reestruturação Vivencial e Cognitiva do Instituto de Formação Avançada da mesma faculdade, é também regente da cadeira de Psiquiatria e Saúde Mental do Curso de Mestrado de Ciências de Enfermagem do ICBAS no Porto e da cadeira de Psicopatologia Forense do Curso de Mestrado de Ciências Criminais e Comportamentos Desviantes da Universidade Lusófona, em Lisboa.
Posts recentes

Ponto final

Infidelidade

Pânico ou agorafobia

Comportamento difícil

Medo constante

Hipnoterapia contra a dor

Superar a angústia

Doença bipolar

Controlar os tiques

Fenómenos paranormais

Saber Viver deste mês
Arquivos

Fevereiro 2012

Julho 2011

Abril 2011

Fevereiro 2011

Dezembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Fevereiro 2010

Outubro 2008

Junho 2008

Abril 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

blogs SAPO
RSS